Demonstrar o desdobramento da execução e as condições de continuidade de um projeto presume, fundamentalmente, que a Unidade Proponente dispõe, primeiro, de um corpo técnico capaz e, depois, dos recursos necessários para sua implantação, desenvolvimento e sustentabilidade. Quando se trata de Atividades Especiais de Ação Contínua – atividades de caráter duradouro, que promovem o desenvolvimento da comunidade geral e universitária por meio da integração entre ambas, do desenvolvimento social e da troca de conhecimento com outras instituições ou diferentes extratos sociais –, é certo que assim o seja. Porém, o que se pretende aqui, é apresentar um projeto de concepção arquitetônica, de patrimônio cultural e de grande significação histórica, que, após construído, mais do que um patrimônio material no qual se inserem os bens e os objetos que tiveram significado na formação histórica dos povos da Bacia do Araguaia/Tocantins, funcionará como um grande catalisador de realizações culturais, sociais, educativas, científicas e tecnológicas para o desenvolvimento dessa região. Como sua localização está centrada numa extensa área de influência que engloba parte de cinco grandes estados brasileiros – Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Maranhão e Pará, donde se destacam 10 (dez) áreas de preservação ambiental e 35 (trinta e cinco) áreas indígenas, pode-se afirmar que uma população de cerca de 7,9 milhões de pessoas, incluindo 10 mil índios, terão benefícios diretos com a implantação do projeto em questão.
Todo esse cenário visionário aponta para a necessidade imperiosa em tornar viável a execução do supradito projeto, visto que o propósito precípuo é contribuir para o engrandecimento da produção cultural brasileira, utilizando-se de seus vários mecanismos de fomento, para a projeção do turismo da região da bacia do Araguaia/Tocantins, e aumento das expectativas de geração de emprego, renda e inclusão social.
O projeto do Memorial do Araguaia encontra-se aprovado sob os auspícios da
Lei Rouanet.
O monumento será implantado na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia,
mais especificamente, no município de Xambioá/TO, cuja cidade foi
escolhida por ter sido palco da Guerrilha do Araguaia, numa justa
homenagem àqueles que tombaram na luta por direitos libertários. Nesta cidade encontram-se as cinzas de João Amazonas e os restos mortais de
dezenas de outros heróis que deram a vida para que direitos humanitários
fossem, hoje, respeitados.
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