O monumento será um complexo arquitetônico composto de um bloco térreo com uma área construída de 1.080,63 m2, incluindo circulação coberta, e com uma área de terreno de aproximadamente 5.000,00 m2, contendo: Anfiteatro, Área de Exposição, Museu, Biblioteca, Sala de Cursos, Atelier, Oficinas, Lanchonete e Administração.
Seu formato arredondado tem origem na figura de uma espiral que remete a toda dinâmica do conhecimento humano, em linhas perenes que traduzem as ações de continuidade e sustentabilidade. As janelas e meias-paredes de vidro foram projetadas para privilegiar a luz natural e serão customizadas para potencializar a economia de energia elétrica. O Telhado será executado totalmente sobre estrutura metálica, utilizando-se telhas térmicas galvanizadas, sanduíche com poliuretano, com espessura de 50 mm, pintadas em ambas as faces de branco. Há uma Praça Central coberta (área de 127,80 m2 e mais um espelho d’água com 24,02 m2), contígua à circulação interna, com piso de granito apicoado e com telhado em estrutura metálica e cobertura de vidro laminado e brise-soleil em policarbonato, formando uma cúpula-lanternim com iluminação e ventilação naturais . Nesta Praça Central haverá uma parede circular acompanhando a forma do espelho d’água, com pintura em cor destacada, onde se instalará o Mural do Araguaia. Aproximadamente 1.200,00 m2 de cobertura.
A Circulação interna (área de 111,81 m2) tem o piso de granito polido; as paredes centrais são de alvenaria de tijolos cerâmicos furados com revestimento em pedra natural. O totem, com desenho de autoria de Oscar Niemeyer, será executado em estrutura e fechamento em aço tipo cortem, com base em concreto armado. Será executado um muro marcando a entrada do memorial, com formas e alturas diversas, vazado em pontos estratégicos para passagem de pessoas e que permitam também a visualização do conjunto edificado.
O projeto do Memorial do Araguaia encontra-se aprovado sob os auspícios da
Lei Rouanet.
O monumento será implantado na Região Hidrográfica do Tocantins-Araguaia,
mais especificamente, no município de Xambioá/TO, cuja cidade foi
escolhida por ter sido palco da Guerrilha do Araguaia, numa justa
homenagem àqueles que tombaram na luta por direitos libertários. Nesta cidade encontram-se as cinzas de João Amazonas e os restos mortais de
dezenas de outros heróis que deram a vida para que direitos humanitários
fossem, hoje, respeitados.
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